Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 25/09/2019
A Revolução Industrial foi responsável por produzir diversos compostos químicos que, na contemporaneidade, são utilizados como medicamentos. No Brasil, no entanto, por ausência de informações, parte da população faz mau uso dos fármacos ao se automedicarem, o que traz diversas consequências negativas para a sua saúde. Situação essa que necessita de medidas para sua resolução.
Em primeiro lugar, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia, a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Esse cenário representa grande perigo para a sociedade, visto que a ausência de prescrição médica para certos fármacos, além de causar reações alérgicas e intoxicações, pode mascarar os sintomas de uma doença mais grave, o que dificulta seu diagnóstico. Também, a utilização inadequada de antibióticos pode contribuir para o surgimento de superbactérias, que são procariotos mais resistentes a diversos remédios, de modo que o processo de cura fica mais árduo.
Ademais, muitas pessoas possuem dificuldade de acesso à informação sobre os efeitos negativos da automedicação. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. E, nesse sentido, o fato de não buscar conhecimentos sobre os fármacos e suas sequelas, faz com que o indivíduo adote tratamentos de conhecimento popular que, muitas vezes, não têm comprovação científica, de modo que pode não surtir efeito ou, até mesmo, agravar o quadro.
Portanto, é mister que o Estado tome medidas para melhorar o quadro atual. Para que a população adquira mais responsabilidade quanto a utilização de remédios, urge que o Ministério da Educação disponibilize informações sobre os efeitos negativos da automedicação, por meio de feiras científicas nas escolas, as quais seriam organizadas por professores, alunos e profissionais da saúde, que , contando com a participação dos cidadãos, disponibilizariam aulas dinâmicas e teóricas para o entendimento do tema, de modo que as pessoas com os melhores desempenhos ganhariam brindes, o que estimularia maior presença. Somente assim o Brasil pode avançar mais um passo no caminho para o desenvolvimento.