Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 03/10/2019

Indubitável que o mundo está em constante processo de avanços, tanto na área da tecnologia quanto da ciência. Entretanto, se por um lado a ciência contribuiu para os avanços na área da saúde, qualidade de vida, por outro, acentuou a cultura de da automedicação que, já era observada pelos antepassados em todos os continentes. Nesse sentido é inegável que a automedicação é um traço cultural marcante da sociedade, sendo motivado tanto por fatores históricos e sociais, quanto pela falta de instrução das pessoas.

Antes de tudo, convém analisar na contemporaneidade, a postura da sociedade diante desse comportamento. Está tão enraizado na cultura tanto oriental quanto ocidental utilizar métodos caseiros antes de consultar profissionais de saúde, que, a partir do momento que as farmácias se tornaram acessíveis e disponíveis em cada esquina dos bairros, essa ideologia de medicar a si próprio se intensificou. Logo, é mais cômodo consultar o farmacêutico do que o médico, seja nos EUA onde não tem sistema de saúde pública, ou no Brasil, onde o sistema público de saúde está sucateado.

Além disso, a saúde precária ou de difícil acesso tende a acarretar em efeitos graves a esse panorama. A partir do momento que se dificulta o acesso à hospitais e médicos de qualidade, os indivíduos tendem a recorrer a meios alternativos mais rápidos. Não é hábito na maior parte dos países, uma medicina preventiva, seja por falta de maiores investimentos do Estado, que não prioriza o saneamento básico, ou campanhas de vacinação, seja por motivos ideológicos da sociedade, de ir ao médico em última instância. Isso ocasiona uma série de complicações que, se métodos preventivos fossem priorizados, não ocorreriam, como gastos mais altos em medicamentos e, até, piora da situação de saúde dos indivíduos.

Fica evidente, portanto, que a automedicação possui diversos fatores complexos que podem ter consequências graves na saúde da população. Nesse sentido, com o fito de combater o problema da automedicação no Brasil, é preciso que, o Ministério da Saúde em parceria com Secretarias Municipais invistam em programas de divulgação de medicina preventiva, nas Igrejas, nas praças dos bairros e nas escolas, com palestras e workhops. Isso pode ser divulgados por meio de campanhas através dos instrumentos de informação de massa, televisão, jornais, revistas e eventos no Facebook.