Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 04/10/2019
O documentário “Take your pills” demonstra como a sociedade do século XXI,acelerada e autônoma, funciona a partir do consumo de medicamentos sem a supervisão médica.Hodiernamente,no Brasil, a automedicação é um fator recorrente e configura um grave problema social, visto que o insumo de medicamentos sem acompanhamento médico pode causar danos à saúde.Assim, deve-se debater como os riscos da automedicação e a negligência do Governo influenciam na problemática em questão.
Diante desse cenário, conforme afirmou Shopenhauer, o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar sua saúde a qualquer outra vantagem. Dessarte,a população brasileira se encontra acomodada e consome diversos tipos de fármacos sem o auxílio médico para diversos tipos de queixas, como dores de cabeça. Entretanto, embora a automedicação seja mais acessível, posto que descarta a ida ao médico, pode trazer danos negativos, como a dependência, alterações hormonais, ansiedade e ainda,a perda da funcionalidade do medicamento,caso esse for antibiótico,haja vista que o micro-organismo pode promover resistência a este remédio. Nessa perspectiva, infere-se que a presença de um profissional, aliado ao consumo de medicamentos, é de extrema importância para a saúde de um cidadão.
Outrossim, Jonh Locke- teórico contratualista- coloca o Estado como gestor dos interesses coletivos e o responsável pela harmonia social. Indo de encontro a essa máxima filosófica, o Estado brasileiro não cumpre com o seu dever, posto que o seu sistema de saúde se encontra de forma precária. Dessa forma, em muitas cidades brasileiras é comum a demora, a falta de qualidade de atendimento e a falta de médicos e, hospitais, fazendo com que a população prefira se automedicar, do que ter que passar por tais transtornos. Em suma, essa situação preocupante atenta contra os princípios de bem-estar social assegurados na Carta Cidadã.
Por conseguinte, é premente que haja medidas que possam garantir a saúde os direitos dos cidadãos brasileiros. Cabe ao Estado, portanto, maior regrador de uma sociedade política, juntamente com o Ministério da Saúde, conscientizar as pessoas acerca dos perigos da automedicação, por meio de propagandas televisivas e distribuição de panfletos, para que, na presença de dores ou outras enfermidades, um profissional da saúde seja consultado. Faz-se preciso, também, que o Governo amplie em hospitais, o número de médicos e melhore a qualidade de atendimento, para que a população se sinta confortável em consultar um médico antes de tomar alguma medicação.