Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 06/10/2019

A automedicação, é definida como a prática de ingerir medicamentos sem a avaliação prévia de um profissional da saúde. No contexto do Brasil contemporâneo, essa ação está ligada intrinsecamente na realidade da sociedade. Nesse âmbito, duas causas fazem-se relevantes, a influência do meio social e a questão constitucional. Por isso medidas são necessárias com o objetivo de mitigar tal chaga social.

Em primeiro lugar, é indubitável que o local social em que as pessoas estão inseridas contribui com a problemática. Nesse viés, segundo Émile Durkheim, um fato social se configura como um conjuntos de valores estabelecidos em uma sociedade que, dotado de exterioridade em relação ao indivíduo, norteiam seu comportamento na conjuntura social. Seguindo essa linha de pensamento, percebe-se que a automedicação se relaciona com a teoria do sociólogo, haja vista que, se uma pessoa vive em um meio em que essa ação é normal, ele adotará e transmitirá o mesmo senso. como desdobramento, de acordo com o portal G1, 76% dos brasileiros se automedicam.

Outrossim, atrelado a influência social, destaca-se a carência de regras consistentes para punir quem vende medicamentos sem avaliação médica. Isso acontece porque, o projeto de lei de número 200, define que remédios devem ser comercializados sob prescrição de um profissional da saúde. Contudo, apesar da existência dessas normas, os fármacos continuam sendo vendidos sem receita, uma vez que a problemática está em evidência no Brasil hodierno. Consequentemente, em 2018 mais de 30 mil pessoas foram internadas devido a intoxicação motivada pela ingestão de medicamentos de modo incorreto, conforme afirma a Folha de São Paulo.

Portanto, com o objetivo de atenuar o óbice e evitar que a automedicação continue sendo uma realidade, cabe ao Ministério da Saúde criar ações de merchandising social, por intermédio da inserção de temas referentes as consequências dessa prática em obras de artes, tais como telenovelas e filmes. A fim de os indivíduos passem a utilizar os medicamentos sob avaliação médica.  Ademais, é dever do poder legislativo endurecer  a punição para quem vende remédios sem avaliação prévia, como, multar ou fechar estabelecimentos, por meio do desenvolvimento de leis. Com o propósito de cessar a automedicação no Brasil.