Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 08/10/2019

A automedicação é um problema recorrente na história da humanidade. No período pré-colonial, por exemplo, os índios tinham o hábito costumeiro dessa prática, em que os aborígenes bebiam chás para acabar com suas doenças. Desse modo, fazendo-se paralelo ao atual cenário do país, visto que o número de pessoas que realizam tal incumbência aumentou, fazendo-se necessária a reformulação de alguns setores.

É válido salientar, primeiramente, que indivíduos com intuito de economizarem dinheiro e tempo adotaram a prática de automedicarem-se, porém, tal uso pode acarretar em problemas mais graves e no surgimento de doenças novas, haja visto que bactérias tem a capacidade de fortificarem-se perante o excessivo uso de remédios. À vista disso, é notório que tal ato, existente desde os princípios de sociedade há 20 mil e 40 mil anos atrás, em que índios faziam uso de chás de ervas medicinais, tem que ser exilado para um maior prosseguimento do desenvolvimento social.

Assim sendo, consoante dados da Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), no país, ocorre, anualmente, pouco menos de 21 mil mortes entre homens e mulheres devido à prática da automedicação. Além disso, a legislação atual ainda permite propagandas de alguns remédios, no qual acaba se tornando fonte disseminadora para o surgimento de óbices nos indivíduos. Dessa forma, é mister que necessita-se acabar com tais problemas existentes desde os primórdios da civilização que, incontestavelmente, acaba afetando uma parcela da sociedade.

Em face dos argumentos supracitados, cabe, portanto, ao Ministério da Saúde juntamente ao poder judiciário criar leis e campanhas, por meio da proibição de propagandas de utensílios medicinais e palestras educativas em escolas e praças. Dessa maneira, acabando o costume de indivíduos de tomarem remédio sem prescrição médica e incentivando-os ao inverso, dando finalidade à essa mazela. Com isso, progredindo para um futuro com menos danos colaterais.