Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 15/10/2019
De acordo com o princípio da responsabilidade do filósofo contemporâneo Hans Jonas, ser ético é quando o indivíduo realiza uma ação pensando nas demais pessoas, e que a sua atitude deve servir de exemplo para as gerações futuras. Contudo, o cenário visto pela automedicação impede que isso aconteça na prática, devido não só à negligência dos familiares em indicarem, como também à falha do governo em garantir informação para o seu povo. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para resolver essa problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que o parente é fator determinante para o uso inadequado de medicamento. Nessa lógica, de acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), automedicar é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Por isso, infelizmente, é notório que esse comportamento colabora com a diminuição desses produtos nas drogarias.
De mesmo modo, destaca-se a dificuldade do Estado em cumprir as leis sobre à cidadania. Nesse sentido, ao contrário do pensamento do filósofo, o governo também colabora com atitudes antiéticas a partir do momento em que não realiza o direito social de inclusão definido pela Constituição Federal de 1988. Portanto, é inaceitável que com a alta cobrança de tributos imposta ao cidadão, ele não possa contar com os seus direitos.
Diante do fatos supracitados, faz-se necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Saúde, financie projetos educacionais nas franquias farmacêuticas, através de uma ampla divulgação midiática com a colaboração de profissionais capacitados, com o intuito de ensinar à população a forma correta e segura do uso de remédios. Espera-se, com isso, promover a saúde objetivando, assim, que o bem-estar dos envolvidos e o ganho social sejam concretizados.