Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 20/10/2019
De acordo com o atual conhecimento da biologia humana, sabe-se que medicamentos podem causar prejuízos ao sistema digestivo e, até mesmo, ao sistema neurológico. Contudo, o brasileiro perpetua o hábito de se automedicar, ora pela dificuldade de acesso ao sistema de saúde, ora pela ineficácia dos avisos implantados pela indústria farmacêutica. Indubitavelmente, é necessário modificar esse cenário a fim de priorizar a qualidade de vida.
Ademais, o Sistema Único de Saúde é claramente insuficiente para os cidadãos do país. Não raro, reportagens exibem longas filas e denunciam a falta de médicos em hospitais públicos. É o caso do hospital Souza Aguiar no Rio de Janeiro, que já foi pauta em várias edições de jornais locais. Em consequência dessa insuficiência, os pacientes não recebem orientação médica e normalizam a prática de um tratamento baseado no senso comum ou na intuição.
Outrossim, as embalagens dos fármacos disponíveis no mercado não cumprem uma medida informativa eficaz. Muitas vezes, comprimidos são vendidos em cartelas avulsas e sequer acompanham bulas, e, quando o fazem, elas possuem letras pequenas e linguagem inacessível. Por desconhecer suas consequências e riscos, o usuário coloca, despropositadamente, sua saúde em perigo.
Em suma, o contexto da saúde no Brasil tornou a automedicação inevitável, ainda que possa ter efeitos bastante negativos. Cabe ao governo implementar uma nova lei que obrigue os fabricantes de fármacos a deixarem as informações mais explícitas, através de bulas mais detalhadas e adequadas ao paciente leigo, com linguagem acessível e letras grandes. Assim, será possível evitar danos e neutralizar os impactos desse método.