Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 23/10/2019
A automedicação é uma autodestruição do indivíduo. No documentário norte-americano “Take Your Pills”, inúmeras pessoas compram de seus amigos fármacos sem nenhum tipo de prescrição médica, o que acaba por resultar em efeitos colaterais. Apesar de retratar a realidade americana, esse tipo de atitude ocorre em grande parte do globo terrestre. Em vista disso, o impulsionamento da venda de remédios por parte da indústria farmacêutica e os efeitos colaterais são os dois maiores entraves nessa problemática.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que por meio de jogadas de “marketing” muitas pessoas são convencidas à se automedicar. Explicado pelo filósofo Michel Focault em seu livro “Microfísica do Poder” existem, na sociedade, estruturas de poder a fim de dominar, intelectualmente, indivíduos que possuem menor conhecimento. Uma dessas estruturas é a gananciosa indústria que, por meio de propagandas, leva os seus potencias consumidores à essa prática maléfica.
Em virtude disso, esse método alternativo e perigoso de medicação é a fonte de efeitos indesejados em vários praticantes. Segundo dados da Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas(Abifarma), cerca de 20 mil mortes acontece no Brasil anualmente por conta dessa atitude. Paralelamente, o uso indiscriminado de medicamentos, pode acarretar no aparecimento de superbactérias, como por exemplo, a seleção natural de bactérias durante a Segunda Guerra Mundial causado pelo mau uso da Penicilina.
Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a população brasileira adquirir o devido conhecimento dos malefícios da automedicação, urge que o Ministério da Educação e Cultura(MEC) junto com o Ministério da Saúde(MS) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias em pontos estratégicos da cidade que detalhem a natureza dos fármacos e então convencer as pessoas que elas precisam de ajuda médica. Somente assim, a realidade vista em “Take Your Pills” será amenizada.