Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 27/10/2019
As antigas civilizações utilizavam plantas como formas de medicamentos. Com o avanço da tecnologia, foi possível criar medicamentos mais eficazes e de fácil acesso. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), a medicação é um hábito comum entre 77% dos brasileiros, o que demonstra um grande risco para a população.
De acordo com a SciELO, certo nível de medicação seria desejável, uma vez que contribui para a redução da utilização desnecessária de sistemas de saúde, como o SUS que sofre com a superlotação. Entretanto, com a grande variedade de informações médicas disponíveis na internet, a população acaba por não procurar o sistema de saúde. Não somente isso contribui, como também a precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS) e a sua demora. Tendo isso em vista, a população desinformada sobre os malefícios da automedicação, acaba por consumir cada vez mais remédios sem consultar um médico, o que pode gerar graves problemas de saúde.
Dessa forma, a automedicação pode trazer sérios danos a saúde, por exemplo mascarar sintomas de alguma doença mais grave. Muito estudantes fazem o uso de estimulantes para melhorar o desempenho nas atividades diárias, mas desconhecem seus perigos, como doenças cardiovasculares, risco de crises psicóticas, dependência, entre outros. Portanto, nota-se que em ambos os casos - automedicação para doenças e para melhorar o desempenho diário - estão associadas ao dinheiro. A pessoa recorre a alternativa mais rápida e mais barata para continuar ativo. A população se automedica pois é mais barato que pagar uma consulta e alguns estudantes fazem o mesmo para serem mais aptos no que estão fazendo e então se destacarem na sociedade capitalista que estão inseridos.
Portanto, é imprescindível que o governo mantenha uma maior fiscalização da venda de medicamentos e do consumo destes, através da ANVISA. Ou seja, criar uma regulamentação para aqueles que utilizam os medicamentos com o intuito de diminuir a automedicação entre a população. Também é importante que o Sistema Único de Saúde (SUS) seja melhorado para que então a população passe a utiliza-lo como solução e não como última opção quando o problema já se agravou.