Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 28/10/2019

Dores de cabeça, mal-estar ou indisposição são sintomas muito recorrentes atualmente e motivos suficientes para a realização de automedicação, a condição na qual a pessoa ingere um medicamento por conta própria ou indicação de alguém que não é habilitado. Muito frequente no Brasil e no mundo, é uma prática perigosa que necessita urgentemente de um debate acerca de suas consequências.

Primeiramente, é importante ressaltar que muitos casos de automedicação ocorrem sem que a pessoa perceba. Por exemplo, ao sentir sintomas de alguma doença, uma pessoa vai em busca de auxílio médico que irá receitar um tipo específico de medicamento, mas em outro momento, a mesma pessoa volta a sentir os sintomas, mas dessa vez decide tomar os mesmo remédios que foram indicados a ela sem consultar um profissional apto. E nesse ponto que se encontra o perigo, pois pode se tratar de outra doença, com sintomas parecidos mas com tratamento muito diferente, podendo agravar a situação dessa pessoa.

Outrossim, o uso abusivo de antimicrobianos pode ocasionar resistência para agentes causadores, que tornam cada vez mais difícil o tratamento. Segundo um relatório da ONU, todos os anos, mais de 700 mil pessoas morrem decorrentes da resistência de superbactérias todos os anos. Além disso, outro dado do mesmo relatório é que, se nada for feito, em 2050 poderá aumentar para 10 milhões de mortes todos os anos pelo mesmo motivo.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A realização de campanhas publicitárias por meio do Conselho Nacional de Saúde (CNS), demonstrando a importância da consulta médica e as consequências da automedicação para a sociedade, afim de conscientizá-los sobre a importâncias de tais atos para evitar casos mais graves. Ademais, a criação de uma lei, por meio do Ministério da Saúde, que obrigue informar em todas as embalagens de medicamentos os possíveis problemas que seu uso em excesso pode provocar a longo prazo, afim de promover a disseminação das informações diretamente para o consumidor em potencial, promovendo uma queda nos casos de bactérias resistentes e um tratamento mais rápido e eficaz.