Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 30/10/2019

Ao analisar o documentário “Take your pills” lançado em 2018, vê-se que há crescentes índices de automedicação dentro de uma sociedade que busca, incansavelmente, o cumprimento de metas. Do mesmo modo, atualmente, a população brasileira se encontra no mesmo estágio, a autoprescrição de medicamentos por “experiências” passadas. Nesse contexto, é notório que o tema comentado é um desafio no Brasil, o qual ocorre devido à negligência da sociedade e ao fácil acesso direto a medicamentos.

Em primeira análise, a população brasileira exprime saberes médicos quando se trata da automedicação, não só para si próprio, como também para seus próximos, o que se torna perigoso para a saúde da sociedade que negligencia orientação especialista. Além disso, em 2010, foi contabilizado mais de 27 mil intoxicações por automedicação no país, segundo a Organização Mundial de Saúde. Da mesma forma, é nítido que o uso irresponsável de medicamentos põe em apuros a integridade física dos indivíduos, visto que, mais de 70% da população pratica essa ação, de acordo com o Portal G1 Notícias.

Ademais, a mercantilização da saúde torna mais prático o acesso a medicamentos para a sociedade, tornando-se, assim, possível que os leigos tentem algo ao próprio bem estar, por mais que a automedicação traga alívios prévios para tais. Desse modo, o Conselho Federal de Farmácia adverte que buscar opinião com especialista médico ou, caso não haja possibilidade, um farmacêutico, é de suma importância para uma prescrição correta de medicamentos adequado para casos individuais. Outrossim, é fato que a flexibilização de farmácias na obtenção de medicamentos seja um agente agravante da dependência pela a automedicação.

Destarte, faz-se necessário que a indústria farmacêutica, em conjunto com a Organização Mundial de Saúde, entre em acordo para a aplicação de regras mais rígidas nas farmácias e para a conscientização da sociedade sobre o contratempo da automedicação. Dessa forma, por intermédio da inserção de regras mais rígidas dentro das drogarias e da produção de propagandas que contenham informações sobre o perigo que os medicamentos podem trazer, além de seus benefícios. Assim, tais medidas seriam importantes para que o impasse tratado, também, no documentário, seja superado.