Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 30/10/2019

Na série televisiva “Gypsy”, a protagonista se auto remedia com pílulas para a ansiedade, quando se encontra em momentos difíceis. Fora da ficção, atos como esse estão cada vez mais comuns, no qual as pessoas se automedicam e não se informam sobre os riscos. Alguns dos possíveis  problemas são a formação de novas doenças e a danificação da saúde do usuário.

Mormente, é imperioso destacar que a falta de acompanhamento médico na hora de comprar e usar os remédios pode acarretar na criação de patógenos até então não existentes. Conforme a Organização Mundial da Saúde, 50% da população se automedicam, e isso vai de encontro com a teoria durkheimiana sobre o fato social e sua coletividade. Assim, quem se medica com consciência não gera malefícios, entretanto, o indivíduo que toma altas doses, principalmente de antibióticos, provoca o risco de gerar novas doenças ou bactérias mais resistente, as chamadas superbactérias.

Ademais, vale ressaltar que a automedicação pode gerar problemas na saúde da pessoa. Consoante a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas, remediar a si próprio é uma das causas de cerca de 20 mil mortes anuais no país. A falta de conhecimento sobre a dosagem pode causar uma reação alérgica e, conforme a intensidade dessa, é possível levar a morte. Além disso, há a chance de ser criada uma dependência sobre esses remédios, quando utilizada de forma  abusiva, como o uso de sedativos todas as noites para dormir.

Destarte, medidas é indubitável a necessidade de mudanças. Cabe ao Ministério da Saúde, junto à mídia, propiciar propagandas e palestras acerca dos malefícios causados pela automedicação, por meio de anúncios televisivos e médicos do Governo, a fim de instruir a população a evitar tomar remédios sem autorização profissional, apenas em casos simples, como uma dor de cabeça. Outrossim, o Poder Legislativo deve proibir a venda de remédios fortes sem receita médica, por intermédio da criação de novas leis, para assim evitar casos com o da série supracitada.