Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 31/10/2019
Durante a Revolução Industrial do século XIX, novas perspectivas foram instaladas e posteriormente renovadas, como o modelo produtivo e social. Sob a mesma influência os indivíduos sofreram mudanças nos costumes e tradições, assim como o ditado popular “De médico e louco todo mundo tem um pouco”, iniciou o costume de automedicação, que refere-se ao ato de uma pessoa administrar medicamentos a partir de sua própria percepção e necessidade, sem necessariamente possuir conhecimentos médicos ou farmacêuticos.
Em primeiro plano, segundo o jornal G1, atualmente 77% da população brasileira se automedica. Isto se deve ao fato da forte influência da industria farmacêutica, por meio de propagandas e comerciais, além do fácil alcance a diversos medicamentos sem prescrição médica em farmácias, diferentemente do difícil acesso ao sistema de saúde, principalmente o SUS (Sistema Unificado de Saúde), devido sua deficiência em relação a demanda e tempo estimado de atendimento, como uma longa fila de espera. A automedicação pode trazer riscos a saúde como intoxicação, alergia, resistência bacteriana ou até a morte, além disto a mesma pode mascarar doenças mais graves e dificultar futuros diagnósticos.
Em segundo plano, assim como Nelson Mandela ex-presidente da Africa do Sul e líder do movimento Apartheid citou: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. No Brasil o Ministério da Saúde criou em 2007 o Comitê Nacional do Uso Racional de Medicamentos (URM) visando: educar, regular e informar sobre o uso correto de medicações. Em contrapartida, a tecnologia com a democratização a educação proporciona um amplo acesso a conhecimentos para autodiagnóstico e remédios por meio do “Doutor Google”, tornando mais fácil e frequente a automedicação.
Desse modo, para vencer o problema de autodiagnóstico cabe ao poder midiático implementar e divulgar a importância da consulta médica e o uso de medicamentos de prescrição médica, por meio de comerciais e folhetos em emissoras de televisão, rádio e redes sociais. Além do Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, proporcionar melhorias ao sistema URM, com a expansão do acesso a educação através de palestras em escolas, universidades e Postos de Saúde, afim de atingir assim toda a população independente de renda ou idade. Desta forma espera-se diminuir a incidência de automedicação entre a população brasileira e estabelecer uma nova relação com uso racional de medicação.