Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/02/2020

Venda “sob” prescrição médica

A automedicação é algo corriqueiro na vida dos brasileiros, cada dia mais podemos observar as pessoas fazendo uso de remédios sem informações prévias dos efeitos colaterais e danos que eles podem causar a saúde. Mas como alertar a população que a automedicação não é algo que devemos realizar quando as propagandas utilizam a frase: “Ao persistir os sintomas o médico deverá ser consultado”, incentivando então o uso de determinado remédio?

Não há como negar que o acesso a informações de analgésicos não é algo de difícil acesso, tendo em vista que rápidas pesquisas na internet, propagandas na televisão, rádio nos trazem dados sobre a utilidade daquele medicamento. Isso faz com que as pessoas evitem as consultas médicas e se automediquem, já que imaginam que estão utilizando as drogas corretas e amenizando suas dores. O que elas não sabem é que em muitos casos estão mascarando possíveis doenças e fazendo com que bactérias fiquem cada vez mais resistentes aos diversos tipos de analgesias.

É importante comentar também que além dos veículos de comunicação muitas pessoas fazem o uso de medicamentos pela indicação de amigos e familiares, esperando o mesmo resultado positivo que determinada pessoa obteve. Além disso, o acesso a medicamentos em farmácias com a promessa de alívio instantâneo da dor, sem necessidade de uma receita médica, faz com que o indivíduo opte pela automedicação do que busque um profissional para indicação do tratamento correto.

Sendo assim, é evidente que a questão do uso desenfreado de fármacos é uma questão de saúde pública, cabendo ao Ministério da Saúde junto da indústria farmacêutica e os meios de comunicação atuarem contra este mau hábito da população brasileira, com palestras e informativos distribuídos nas escolas e empresas frisando os danos causados a saúde e até mesmo podendo acarretar em um possível óbito. Também devemos mencionar que é obrigação do Governo Federal uma fiscalização mais eficiente para garantir que os remédios não estão sendo vendidos de maneira incorreta. Somente assim podemos garantir que a questão da automedicação não seja um hábito rotineiro da população.