Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 20/02/2020
Relatórios da Organização Mundial de Saúde fazem um alerta sobre a nova ameaça do século, as superbactérias, bactérias estas que apresentam resistência a antibióticos por conta de seu uso indiscriminado. Nesse contexto, a automedicação tornou-se uma prática comum seja pela facilidade em seu acesso e a precariedade do sistema público, consequentemente tais práticas resultam na dependência e resistência a medicação.
O portal Bloomberg fez uma análise de eficiência do sistema de saúde em alguns países, dentre tais países o Brasil apresentou a pior classificação. Tais dados refletem a debilidade do sistema de saúde, visto a frequente falta de médicos, longas filas de espera e espera por atendimento, levando a população que necessita assistência ao uso de medicamentos sem orientação adequada.
No entanto, a falta de orientação e informações pode gerar diversos problemas a longo prazo. Diversos casos de dependência a medicação são registrados. Além disso, um problema que vem tomando grandes proporções é a resistência das bactérias aos diversos tipos de antibióticos, que impossibilita o tratamento de doenças no ambiente hospitalar.
Com isso, visualiza-se a necessidade de mudanças. A Anvisa cabe uma maior fiscalização sobre os medicamentos que são vendidos pelas farmácias, buscando inviabilizar venda de medicação sem prescrição médica. Além disso, é necessário uma conscientização social por parte do governo, com a criação de propagandas midiáticas informando o risco eminente da automedicação.