Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 26/02/2020
Quem nunca tomou um comprimido quando estava com dor de cabeça? A prática da automedicação, como é chamada este ato, é exercida por 90% da população brasileira, que, com a precariedade do sistema de saúde e de fiscalizações,preferem automedicar-se, causando sérios problemas à saúde, como intoxicações e dependência ao medicamento escolhido.
Em primeira análise, há de ressaltar que o Brasil é recordista mundial em automedicação.Para o médico especialista Drauzio Varella, embora seja benéfica ao sistema de saúde, por eliminar casos de baixa urgência, como dores de cabeça,a automedicação pode causar efeitos colaterais graves, como intoxicação. Segundo a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma),são 20 mil mortes anuais por intoxicação.Isto ocorre, principalmente, pela falta de fiscalização na venda de medicamentos prescritos, que facilita a compra indeterminadas vezes.
Outro fator temerário à automedicação é a dependência no medicamento escolhido.O alívio da dor pode tornar-se um vício, fazendo com que o paciente não viva mais sem o remédio. O problema está no fato de que a ingestão recorrente pode fazer com que a substância não tenha mais efeito no organismo ao longo do tempo e, consequentemente, aumenta-se a dosagem, levando, novamente, à intoxicação e, até a morte, pois com a resistência, há dificuldades em curar-se. Os principais medicamentos consumidos são analgésicos (48%), anti-inflamatórios(20%) e antibióticos (8%), sendo estes, imprescíndiveis de uma prescrição médica.
Infere-se, portanto, que a auomedicação é prejudicial ao ser humano, por isso, é dever o Ministério da Saúde, primeiramente, como principal órgão público, impedir a venda de medicamentos sem prescrições médicas, por meio de fiscalizações, para diminuir os casos de intoxicação. Além disso, que o Governo Federal amplie e melhore o Sistema Único de Saúde para que não haja automedicação incorreta e piore o caso clínico do paciente.Por fim, que a mídia avise, por meio de propagandas, os riscos de auomedicar-se, para que assim, a população tenha saúde de qualidade.