Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 22/03/2020
Na obra ‘Utopia’, em 1516, o escritor inglês Thomas More se evidenciou no campo literário mundial ao narrar a construção de uma sociedade perfeita, onde as mais diversas engrenagens sociais trabalhavam em perfeita harmonia, evitando problemas e conflitos. Fora da literatura e sob análise de concepções contemporâneas, no entanto, constata-se que, cada vez mais o Brasil se afasta do sonho de realizar tal fantasia, uma vez que a automedicação apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nessa perspectiva, convém aferir os substanciais impactos de tal postura relapsa para a sociedade.
Em primeira análise, é importante ressaltar os fatores que contribuem para esse mal. Diante disso, se patenteia a tônica da baixa laboração dos setores governamentais, principalmente, no que tange que coíbam a presença desse empecilho. Segundo a teoria do super-homem de Friendrich Nietzsche, o individuo superior seria aquele capaz de romper com as limitações impostas pela sociedade, com esforço e educação diferenciada, no entanto, a julgar o quadro do uso desmedido de medicamentos pelos brasileiros, verifica-se que a população estar longe de atingir o estágio proposto pelo filósofo. Tais motivos decorrem do excesso de campanhas publicitarias que incentivam essa prática nociva, e consequentemente corroboram para a morte de 20 mil pessoas anualmente, conforme dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde.
Em segundo plano, a matemática apresentada torna-se ainda mais perversa quando se explicita a precariedade do Sistema Único de Saúde. Posto que, a população pobre enfrenta filas enormes para conseguir acesso ao atendimento médico, e consequentemente, terminam por se automedicar na tentativa de diminuir a fadiga gerada pelo sistema. Desse modo, faz mister a modificação estatal de maneira urgente.
Infere-se, portanto, que deliberações exequíveis são fundamentais para combater esse entrave na nação. Desse modo, com o intuito de mitigar a automedicação no Brasil, necessita-se urgentemente que o Tribunal de Contas da União, direcione capital por meio do Ministério da Educação, o qual deve colocar o assunto em pauta nas escolas com o auxílio de profissionais da área da saúde, além de uma ampla divulgação nas redes sociais - ressaltando a importância do uso medicamentoso sob orientação medica- que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Nesse sentido, o intuito de tal medida despertará o pensamento critico e reflexivo a respeito do tema. Ação iniciada no presente, pode modificar o futuro de toda sociedade verde e amarela.