Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 01/04/2020

A série televisiva ‘‘Dr. House’’ aborda inúmeras questões relacionadas a saúde, uma das principais é a automedicação, visto que o protagonista da ficção, Dr. House, é viciado em um medicamento para diminuir dores musculares.Em contraste com sua realidade, o médico tenta evitar esse uso indevido de substâncias por seus pacientes, analogamente, a situação assemelha-se ao que ocorre no Brasil, em que a automedicação é um impasse, motivada não só pela ineficiência do sistema único de saúde (SUS), como também pela falta de informação da população sobre seus riscos.

Primordialmente, é necessário analisar os impactos da ineficiência do SUS na automedicação.Em princípio, a Constituição Federal de 1988 aponta o dever do Estado em garantir saúde gratuita e de qualidade, todavia, essa não é a realidade.Do mesmo modo que se observa a demora para conseguir um atendimento médico, além da falta de equipamentos e medicamentos, assim, desmotivando a população a buscar ajuda profissional e recorrer à meios imediatos, como comprova o site de notícias G1, em que a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros, demonstrando a gravidade do problema.

Outrossim, a desinformação presente na sociedade é outro fator a ser levado em consideração.Sob tal ótica, é essencial frisar os perigos da automedicação, como a resistência aos antibióticos, devido ao seu uso indevido, o corpo cria resistência e o medicamento perde o efeito, também a intoxicação, seja por uma dose maior ou reação com outras substâncias.Além disso, o ato pode mascarar os sintomas de doenças graves, logo, a importância de seguir as orientações médicas.Sob outro ângulo, os riscos demonstram não ser levados a serio, já que 46% dos brasileiros não leem a bula e 32% aumentam a dose por conta própria de acordo com o site G1, explicitando a falta de informação da população sobre os possíveis danos.

Destarte, é inegável como a ineficiência dos sistema único de saúde e a escassez de informações são impasses para o combate a automedicação.Portanto, cabe ao Ministério da Saúde instituir um projeto de lei, exigindo o aumento da verba destinada a saúde para melhorias na infraestrutura e contratação de médicos capacitados em todo o país,por meio da redução de verba para outros setores menos essenciais, com o fito de melhorar a eficiência do sistema único de saúde.Além de criar projetos para disseminar informações sobre os riscos da automedicação,expondo suas consequências, através da mídia, com o intuito de reduzir a desinformação sobre o assunto.Dessa forma o problema será amenizado e a realidade do médico ‘‘House’’ da série televisiva ficará apenas na ficção.