Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 04/04/2020
Segundo o filósofo Byung Chul Han, em seu livro " sociedade do cansaço", o autor refere-se que a sociedade contemporânea é marcada pelo excesso de positivismo e imediatismo, onde a produtividade se torna um norte para os indivíduos. Assim, essa forma de produção gera esgotamento físico e emocional, refletindo por exemplo, na prática da automedicação que, apesar de aliviar os sintomas a curto prazo, pode ser a causa do aparecimento de doenças ao longo dos anos.
Em primeiro plano, vale ressaltar que, em alguns casos o uso de medicações paliativas são de extrema valia para que, não haja sobrecarregamento no Sistema único de saúde popularmente conhecido como SUS. Dessa maneira, apesar do uso desses remédios serem eficientes e também servir de alternativa para o imediatismo - teoria proposta por Han, onde o indivíduo do século XXI tem a necessidade de realizar tarefas com rapidez e produção - a prática constante pode servir como uma maneira de esconder ou acarretar doenças de riscos maiores.
Cabe, ainda, destacar uma das propagandas mais conhecidas pela população brasileira feita pelo Ministério da saúde com a seguinte frase: “Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado”. Logo,o uso de medicamentos sem o acompanhamento do profissional da área da saúde reflete um problema ainda maior - a questão da medicina curativa ao invés da medicina preventiva - o que geram custos ainda maiores para o SUS. Portanto, é necessários que hajam medidas para inverter esse cenário atual no contexto brasileiro.
Com vistas nos argumentos apresentados, é necessário que o Governo que de acordo com a Constituição Federal de 1988 - responsável em garantir o direitos de todos os cidadãos - em parceria com o Ministério da Saúde, invistam por meio de verbas em projetos educativos e informativos nas instituições que visem assuntos voltados para os perigos das práticas da automedicação e prevenção de doenças com o intuito de não apenas reduzir os gastos, como também transferir conhecimento a população.