Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 09/04/2020

É inegável que, em consonância com o filósofo David Hume,‘‘o hábito é um grande guia da vida humana”. Essa premissa pode ser associada à cultura da automedicação, principalmente, no Brasil, suscitando, por conseguinte, manifestações nocivas. Essa prática é desencadeada em virtude da negligência social e governamental. Dessa forma, é imprescindível que medidas sejam estabelecidas para mitigar essa problemática no país.

A priori, cabe ressaltar que, parafraseando o filósofo Sócrates, os erros são consequências da ignorância humana. Tal reflexão vincula-se à atenuação de informação sobre os efeitos da automedicação, como intoxicação, alergia, e resistência contra os micro-organismos. Isso é acarretado pela cultura de aliviar rapidamente os sintomas da doença, como dor de cabeça e inflamação na orofaringe por meio de medicamentos naturais ou processados nas indústrias farmacêuticas, resultando, por consequência, o abrandamento da doença que não foi investigada por um profissional da saúde. Ademais, as propagandas divulgadas para combater, por exemplo,dores abdominais e cefaleias resultam o aumento de incidência da obtenção do acesso ao remédio,por intermédio do conceito apelativo da divulgação ,como ’’ tomou doril, a dor sumiu”.

Outrossim, de acordo com o filósofo São Tomás de Aquino, “todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância,além dos mesmo direitos e deveres”. Entretanto, observa-   -se que essa premissa não é efetivada na realidade, uma vez que os cidadãos, sobretudo de baixa renda, não possuem acesso pleno ao sistema de saúde, por exemplo. Isso é promovido pela negligência governamental, visto que não há investimento no setor de saúde, como infraestrutura adequada para receber os pacientes e investimentos de equipamentos. Tais atitudes fomentam a desistência dos enfermos de deslocarem-se aos hospitais, e com isso não há prescrição médica e, portanto, o processo do hábito de autodiagnosticar torna-se persistente e rápido.

Dessarte, torna-se crucial que intervenções sejam estabelecidas para amenizar esse descaso. Dessa maneira, é fulcral que o Ministério da Saúde, em concrescência com a Mídia televisiva, promova propagandas com o fito de orientar os cidadãos sobre os riscos da automedicação e orienta-los a mitigar a cultura da autoprescrição divulgando,consequentemente, as doenças que podem ser ocasionadas em razão desse ato.Além disso, cabe o Governo ampliar verbas ao setor da saúde a fim de garantir o acesso e disponibilização de medicamentos e infraestrutura, diminuindo,portanto, a segregação social e os efeitos colaterais decorrente da automedicação.