Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 22/04/2020
A série “Euphoria” retrata o drama vivenciando por jovens norte-americanos. Na trama, a personagem Rue sofre uma overdose em razão do uso excessivo de drogas. Fora da ficção, a automedicação é uma problemática brasileira e causa impactos à saúde pública, como a superlotação dos hospitais e a seleção de antígenos mais resistentes. Por conseguinte, é válido o debate e a resolução dessa problemática hodierna.
A princípio, é fundamental analisar que os danos da automedicação ajudam a superlotar o sistema de saúde. Nesse prisma, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso indiscriminado de medicamentos pode levar a overdose. Tangente a isso, devido a essa prática tão comum na sociedade brasileira, vários leitos hospitalares são ocupados, causando congestionamentos nos atendimentos, além de poder acarretar em mortes. Desse modo, os serviços dos hospitais ficam comprometidos devido a cultura da automedicação.
Ademais, é imprescindível ressaltar, para além dos danos ao sistema de saúde, que o uso de medicamentos sem indicação médica pode criar antígenos mais resistentes. Nesse viés, segundo o biólogo Charles Darwin, o meio atua na criação de indivíduos mais resistentes por meio da seleção natural. Dessa forma, o uso de remédios sem a receita médica pode selecionar organismos mais adaptados aos medicamentos prejudicando a saúde populacional, como no caso, as superbactérias. Consequentemente, falhas informacionais acabam colocando em risco a saúde de toda a população. Infere-se, portanto, que a medicação autônoma representa um problema para a sociedade brasileira, assim são necessárias medidas de intervenção. Com isso, cabe ao Ministério da Saúde alertar a população sobre os malefícios da automedicação, por meio de propagandas em horários nobres, para que assim ocorra menos overdoses e o sistema de saúde fique menos sobrecarregado. Concomitantemente, urge que o Governo Federal proíba a venda de determinados medicamentos sem a receita médica, fazendo com que as pessoas e o estabelecimento fiquem sujeitos a multas, evitando, assim, a seleção de micro-organismos mais resistentes. Só dessa maneira cenas como as da série ficaram limitadas à ficção.