Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 04/05/2020

Com base na lei do cientista Isaac Newton, a lei da inércia, um corpo tende a permanecer no estado em que está a não ser que uma força atue sobre ele. Analogamente, pode-se debater sobre a automedicação no século XXI, que vem se tornando um problema devido as péssimas condições do sistema público de saúde do Brasil, gerando consequências a população que opta por se automedicar.

A priori, a precariedade na saúde pública do país é fator estimulante para a automedicação. Uma vez que- os hospitais em condições péssimas, falta de leitos, medicamentos e profissionais- fazendo com que as pessoas optem por se medicarem em casa ao invés de irem ao centro médico. A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman criou o conceito de “instituição zumbi”, no qual profere que instituições, como o estado, existem, mas não cumprem sua função social. Desse modo, entende-se  que enquanto houver negligencia do poder público a cultura da automedicação permanecerá.

Desse modo, tal costume pode acarretar em diversas consequências. Pois, ao fazer de fármaco apenas por observar os sintomas, sem a devida prescrição médica, pode trazer fortes efeitos colaterais, bem como alergia ao medicamento e/ou complicações no organismo de quem o ingere. E, se a saúde pública permanecer como está, por certo, grande parte da população sofrerá os efeitos.

Portanto, para que tal problema saia da inércia, é necessário que medidas sejam tomadas. Para isso, cabe ao ministério da saúde iniciar reformas nos hospitais e criação de novos leitos, por meio da verba que é destinada para tal. Também, deve executar melhoras nos postos de saúde- haja vista que são unidades menores, com atendimento para casos menos graves- com projetos de reforma e  trazendo universitários na área de saúde para estagiar. Assim, afim de haver uma diminuição da automedicação e suas consequências.