Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 25/04/2020
Na série Todo Mundo Odeia o Chris, Rochelle, a mãe do protagonista, recomenda sempre um xarope para os males que vêm acometer ao seu filho. Nesse sentido, fora da ficção, a automedicação é um hábito muito comum dos brasileiros. É possível afirmar que esse hábito oferece riscos a saúde pública brasileira. Isso se evidencia não só pelo aparecimento de superbactérias como também pela camuflagem de doenças.
Primeiramente, a automedicação é definida pelo consumo de medicamentos por conta própria sem consultar um especialista, e os efeitos colaterais são reações alérgicas e intoxicação. Ademais, o uso indiscriminado de antibióticos facilitam o aumento da resistência dos micro-organismos, as superbactérias, segundo uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU). Isso demonstra que os cidadãos brasileiros precisam ser mais prudentes em relação à saúde.
Além disso, o uso de anti-inflamatórios aliviam as dores de cabeça e dores na coluna. No entanto, neutralizam sintomas e podem esconder uma doença mais grave, como relatado na matéria do Jornal Folha de São Paulo, o caso de uma senhora que utilizava anti-inflamatórios para dores na coluna e quando resolveu procurar um médico, constatou que ela possuía hernia de disco. Ademais, uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e sono adequado contribuem para uma vida mais saudável e reduz o aparecimento de doenças.
Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com as Mídias Sociais criar campanhas de conscientização sobre a automedicação por meio de debates em escolas e postos de saúde, com a presença de médicos e profissionais de saúde, com o propósito de não só haver uma mudança de hábito dos cidadãos brasileiros mas também orientar a população buscar sempre uma orientação médica e não recorrer sempre ao xarope.