Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 30/04/2020

Descoberto em 1928 por Alexander Fleming, o antibiótico revolucionou o combate a diversas doenças. Entretanto no Brasil, lamentavelmente, o uso indiscriminado de medicamentos  tem se tornado um grave problema. Nesse contexto, é importante analisar dois aspectos: as causas da automedicação e suas consequências.

Primordialmente, faz-se inescusável atinar o que germina a ação da automedicação. De acordo com o ex-diretor presidente da ANVISA , a precariedade de acesso a serviços de saúde opera como cofator da automedicação. A afirmação do ex-diretor constata-se na realidade, haja vista o longo tempo de espera nas unidades de pronto atendimento e o inepto atendimento oferecido. Com alicerce em tais averiguações, denota-se que os cidadãos preferem a automedicação do que enfrentar o caótico sistema de saúde brasileiro. Somado a isso, o dinâmico cotidiano do século XXI faz com que os indivíduos procurem soluções fáceis e rápidas, isso torna a automedicação comum.

Concomitantemente, torna-se imprescindível abarcar as consequências da automedicação à conjuntura integral do problema. Nesse sentido, reportagem da RECORD TV apontou que cerca de 16 mil pessoas morrem por automedicação a cada ano no Brasil. Esse número é assustador, pois remete a um cenário hipotético de 7 surtos de H1N1 a cada ano. Além disso, pesquisa Datafolha mostra que mais de 70% dos brasileiros praticam a automedicação, o que demonstra que faz parte da cultura brasileira se automedicar.

Com base na explanação apresentada, fica explícito que há um relevante impasse na sociedade brasileira. Para atenuar tal situação, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Tecnologia, poderá criar um aplicativo que, por meio de perguntas diagnósticas de cunho médico, forneça ao usuário recomendações de medicamentos seguros. Como resultado, a população poderá realizar consultas em suas próprias residências. Ademais, o Governo Federal pode fazer campanhas na internet e em locais públicos. Tais campanhas devem ter como conteúdo os efeitos nocivos da automedicação, essa iniciativa acarretará na gradual mudança do ideal brasileiro de automedicar-se.