Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 03/05/2020
De acordo com o Conselho Federal de Farmácia a automedicação é feita por 77% dos brasileiros, ou seja, mais da metade da nação é cybercondríaco. Ademais, o vício citado anteriormente traz uma série de prejuízos a saúde do indivíduo, podendo resultar em graves complicações. Portanto, esse problema tem se tornado cada vez mais frequente no Brasil devido ao avanço dos aplicativos de smartphones e também a dificuldade de marcação de consultas no sistema único de saúde, trazendo o caos.
A principio, mediante a automação da contemporaneidade, as lojas virtuais tem oferecido aos internautas sistemas que dão diagnósticos por algoritmos. Além do mais, o aplicativo Ada detecta doenças por meio de uma avaliação dos sintomas e dá possíveis prognósticos médicos, levando o indivíduo a se automedicar e a um possível transtorno compulsivo, como a cybercondria. Sendo assim, levando os brasileiros a terem problemas além de enfermidades físicas, mas psíquicos.
Em segunda análise, os usuários do sistema único de saúde levam dias para conseguir marcar uma consulta médica e preferem seguir orientações virtuais. De modo análogo ao que ocorre na sociedade atual, no filme francês “O fabuloso destino de Amélie Poulain, a personagem Georgette, tem hipocondria e se medica compulsoriamente sem nenhuma orientação médica. Deste modo, os malefícios da síndrome do “dr.google” tem diso a falsa sensação de saúde.
Mediante os dados abordados acima, a automedicação na população brasileira tem levado a nação a riscos psíquicos e físicos. A fim de resolver essa situação, o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde, deveriam criar um projeto dinâmico, denominado #careyourself, com o objetivo de eliminar aplicativos de diagnósticos, impedir consultas de sintomas em plataformas virtuais e também aumentar a quantidade de médicos nas cidades, disponibilizando mais agilidade nas consultas do sistema único de saúde, em hospitais novos e reformados. Tendo como resultado, uma nação mais saudável e sem enigmas na saúde.