Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 09/05/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. O poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade, simboliza o fato de que a humanidade tem passado por percalços ao longo de sua trajetória. Fora da literatura, é fato que a questão cultural da automedicação na sociedade brasileira é um obstáculo a ser combatido. Nessa perspectiva, faz-se necessário debater acerca dos impasses que prejudicam a solução.
Primeiramente, é importante ressaltar acerca da falta de políticas públicas de cunho educacional em saúde direcionada ao tema. Seguindo o pensamento de Abraham Lincoln que dizia que “a democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo” e, comparando-se com a atual situação da automedicação na sociedade brasileira, nota-se que, tal ato, é, notoriamente a causa do problema. Destarte, corrobora ainda mais para o agravamento do problema.
Ademais, a falta de consciência social ocasionada pela lacuna governamental na atuação da questão, mostra-se relevante ante a resolução do impasse. Assim como dizia Karl Marx “não é a consciência social que determina o ser, mas o contrário, o ser social que lhe determina a consciência”. Sabe-se que o Poder Público tem a obrigatoriedade constitucional de conscientizar cada ser social e, quando assim não se faz, problemas como esse encontram terra fértil para se perdurar.
Em vista disso, medidas devem ser tomadas para amenizar a problemática. Cabe-se ao Poder Executivo, na figura do Ministério da Saúde instituir um conjunto de ações educacionais e informativas direcionadas à população abrangida pelo fato. Afim de que, com conhecimento, os próprios cidadãos atuem na erradicação do problema. O Estado, por meio de projetos deve instituir ações de contenção específicas, isso deve ser feito a partir de uma revisão criteriosa nos procedimentos de atendimento das unidades e também a partir da implementação de ferramentas tecnológicas que agilizem o agendamento de consultas e exames, a fim de atender de modo mais rápido e eficaz a população mais necessitada que depende da rede. Desse modo, a cultura da automedicação na sociedade brasileira é não será mais uma pedra no caminho da sociedade.