Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 12/05/2020
Na série de televisão norte-americana ´´ Dr. House´´, o protagonista é viciado em medicamentos que diminuem sua dor muscular. De maneira análoga à obra televisiva, tal uso de fármacos, muita vezes sem prescrição, se faz presente na sociedade brasileira, o qual gera perigos à saúde dos indivíduos. Nessa perspectiva, o paradigma cultural equivocado e o estimulo da prática de automedicação pela influência mercadológica.
Em uma primeira análise, o advento da globalização, propiciou a facilidade do acesso aos rémedios, o que ocasionou diretamente ao uso inadequado e excessivo pela população. A automedicação, vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas, é responsável por 28% das intoxicações no país, segundo o Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicos no ano de 2017.
Outrossim, publicidades como ´´ Tomou Doriu, a dor sumiu´´, só incentiva a utilização de medicamentos, que aliado ao crescente número de farmácias em território nacional, geram o uso exacerbado de substâncias químicas no organismo. Segundo a IQVIA, o Brasil é o sexto maior mercado farmacêutico do mundo e que pode crescer no período entre 2018 e 2022. Sendo assim, é evidente que o inconsciente coletivo é influenciado pelas grandes marcas industriais.
Portanto, o Ministério da Saúde deve, em parceria com profisionais da área da educação, realizar palestras acerca dos riscos que a automedicação proporciona, esclarecer dúvidas e questionamentos por parte da população sobre temas com funcionamento fisiológico de fármacos e resistências de bactérias, a fim de gerar uma sociedade mais saúdavel e prudente.