Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 21/05/2020

A Revolução Técnico-científico-informacional, a qual iniciou-se na segunda metade do século XX, trouxe consigo uma serie de descobertas, entre elas na área farmacêutica, facilitando o acesso da população geral aos medicamentos. No Brasil, de acordo com pesquisa feita pela Datafolha, em 2019, cerca de 80% da população brasileira automedica-se. Sob a ótica do sistema de saúde, tal prática se mostra positiva pois irá diminuir a quantidade de  pessoas em hospitais com problemas simples, mas a mesma pode causar vicio ou levar a morte.

Inegavelmente, a automedicação correta é responsável pela diminuição da quantidade de pessoas em hospitais com problemas de fácil resolução. Outrossim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática, quando realizada corretamente, pois ajuda na fluidez do sistema de saúde, mas também é econômica para o mesmo, visto que não ira arcar com as despesas de mais um paciente no local. Assim, é visível que a automedicação, quando realizada de forma certa, traz benefícios a população.

Entretanto, a automedicação mostra-se negativa pois o uso excessivo dos medicamentos pode ocasionalmente levar ao vício. Além disso, de acordo com estatísticas do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), mais de 100 mil pessoas já sofreram intoxicação pelo uso irresponsável de medicamentos. E, segundo dados da Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) a automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes por ano. Diante disso, é notório que a maioria da população realiza a automedicação de maneira incorreta.

Logo, o Ministério da Saúde deve criar um aplicativo para que a população possa realizar uma triagem virtual com intuito de saber se há necessidade de ir ao hospital ou não, mas também deve indicar os medicamentos que devem ser ingeridos e a quantidade, e, por fim a população encaminha-se a farmácia mais próxima para comprar o medicamento necessário na quantidade correta para que ao fim do tratamento não hajam sobras. Espera-se com essas ações que os malefícios causados pela automedicação diminuam consideravelmente.