Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 17/05/2020
Antes da chegada dos Portugueses ao território Brasileiro, no século XV, os nativos se automedicavam com remédios naturais. No Brasil atual, século XXI, as pessoas ainda permanecem com tal prática. Pois, devido à péssima condição do sistema público de saúde, a população opta por se automedicar, entretanto, os fármacos já não são naturais como os dos indígenas e podem trazer consequências para os que o ingerem de mareira imprecisa.
A priori, a precariedade da saúde pública é fator estimulante para a automedicação. Não só a falta de leito, medicamentos e profissionais, mas também a longa espera para o atendimento nos hospitais fazem com que as pessoas optem por se medicarem em casa ao invés de irem ao centro médico. A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman criou o conceito de “Instituição Zumbí”, no qual profere que instituições, como o Estado, existem, mas não cumprem sua função social. Entende-se, desse modo, que enquanto houver negligência do poder público as pessoas estarão inclinadas à realizar tal prática.
Desse modo, tal costume pode acarretar corolários ruins. Pois, ao fazer uso de fármaco apenas por observar os sintomas ou fazer pesquisas na internet sobre o que se deve tomar, sem a devida prescrição médica, é capaz de trazer fortes efeitos colaterais, bom como alergia ao medicamento e/ou complicações no organismo de quem o ingere. E, se a saúde pública permanecer como está, por certo, grande parte da população sofrerá tais efeitos.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas. Então, cabe ao Ministério da Saúde iniciar reformas nos hospitais e criação de novos leitos por meio da verba que é destinada para tal. Também, deve executar melhoras nos postos de saúde- haja vista que são unidades menores, com atendimento para casos menos graves- com projetos de reforma e trazendo universitários da área de saúde para estagiar. Assim, a fim de haver uma diminuição da automedicação e suas consequências.