Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 29/05/2020
No seriado de televisão, Prison Break, o personagem Alex Mahone, que é agente especial do FBI, por não aguentar tamanha pressão de seu trabalho, acaba por se automedicar, com intuito de ter uma sensação de relaxamento, mas tem que lidar com os efeitos colaterais. Paralelamente, situações semelhantes a essa estão presentes na vida das pessoas, embora seja uma prática comum antes mesmo do século XXI. Desse modo, sabe-se que há uma negligência no funcionamento do Sistema Público de Saúde, que, configura-se contraproducente; sendo assim, induzindo o paciente a usar medicamentos sem prescrição médica, o qual sofre com o vício e os efeitos colaterais de tal. De acordo com o artigo “Determinantes culturais da saúde: uma abordagem para a promoção da equidade”, um dos assuntos abordados é a prática antiga de automedicação por meio de plantas medicinais nas comunidades de terreiro no processo saúde-doença. E, com base nisso, vê-se que a população faz a mesma ação, mas não em relação ao uso dos produtos naturais, e sim de um fármaco que, geralmente, não foi recomendado por um profissional de saúde. Logo, é sem dúvidas que, isso ocorre devido à qualidade ineficaz e demorada de atendimento do Sistema Público de Saúde; então, o paciente toma a responsabilidade de se automedicar tendo como base os sintomas que sente, e tende a deduzir que pode resolver o problema, descartando as consequências em diferentes níveis. No filme “Sem Limites”, o personagem principal Eddie é viciado em uma droga que aumenta suas habilidades mentais, entretanto, mais tarde, sofre com os efeitos colaterais, entre eles a perda de memória. Visto isso, é notório que o indivíduo, ao entrar em contato com as substâncias do medicamento não prescrito — e não tendo informações suficientes sobre os riscos que é subordinado — torna-se dependente sem perceber. Por isso, é válido ressaltar que esses remédios podem sim acarretar em outros efeitos além do que é mostrado no filme, como também os tantos números de óbitos causados pela automedicação. Portanto, é mister que o Ministério da Saúde, diante dos fatos supracitados, controle o uso de determinados fármacos, principalmente, os de tarja preta. Por meio de um decreto obrigatório válido para todas as farmácias do Brasil. E, dessa maneira, permitindo o acesso ao medicamento apenas com prescrição médica, tornando-se mais seguro; mas também melhorando o atendimento nos hospitais públicos para que todos sejam consultados. Com objetivo da diminuição gradativa de dependentes dessas químicas.