Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 26/05/2020

Promulgada pela ONU em 1978, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a automedicação se encontra efetivada na sociedade nacional. Desse modo, o abuso da automedicação, em consonância com a desinformação social, são os principais pilares para esses conflitos. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com a finalidade de  minimiza os entraves para a consolidação dos Direitos Humanos.

Primeiramente, vale ressaltar a ingestão de medicamentos sem prescrição médica como perpetuador do problema. Segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (doravante ICTQ), realizada em 2016, 72% dos brasileiros tomam remédios por conta própria. Sob essa análise, denota-se, que as pessoas optam por tomarem esses medicamentos por serem mais cômodos e não precisarem se deslocarem até os hospitais, esse uso demasiado é muito prejudicial à saúde, visto que em caso de doses elevadas podem levar a morte.

Ademais, vale salientar a falta de informação como impulsionador da problemática. Muitas pessoas não sabem a respeito dos impactos negativos que se tem ao tomarem um medicamento por conta própria. De acordo o britânico Jim O´ Neill, a desinformação é a principal causa de mortes por automedicação, e recomenda-se fazer campanhas de conscientização global e urgentemente. Por essa perspectiva, mostra como é perigosa essa ingestão de fármacos, e como é importante todos saberem sobre esses riscos, assim, evitaria a incompreensão.

Portanto, medidas são necessárias para resolver tal impasse. Destarte, com o intuito de mitigar a automedicação, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que Ministério da Saúde, reverta essa verba em campanhas de workshops, que por meio de programas saúde nas escolas e nas comunidades disponibilizariam uma cartilha instrutiva que alertariam sobre os perigos da medicação sem autorização médica. Somente assim, a Declaração dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.