Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 27/05/2020

“Ao persistirem os sintomas o médico deve ser consultado”. A frase do Ministério da Saúde mostra o que deve ser feito em casos em que as dores persistem, porém, tal recomendação não é seguida, em virtude da fácil automedicação por meio de informações na internet. Decerto, esse hábito possui riscos sérios, como por exemplo, os efeitos colaterais desconhecidos do medicamento. Além disso, a automedicação de antibióticos causa a criação de bactérias cada vez mais resistentes. Portanto, constata-se a necessidade de discussões sobre o uso indiscriminado de remédios, a fim de que sejam usados de maneira consciente.

A princípio, é importante citar que o abuso de qualquer fármaco sem prescrição médica possui riscos. Certamente, um dos mais comuns são os efeitos colaterais desconhecidos, o que causa consequências graves para o indivíduo, que, em muitos casos, leva ao óbito. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), tomar medicação sem prescrição médica matará até 10 milhões de pessoas por ano até 2050, em todo o mundo. Dessa forma, é de extrema necessidade a conscientização da população sobre essa perigosa prática.

Ademais, o consumo desenfreado de antibióticos está intimamente ligado ao surgimento de bactérias resistentes. Evidentemente, as superbactéria estão cada vez mais resistentes a medicamentos e, em razão disso, podem causar diversas doenças, como gonorreia, meningite e infecção urinária. Assim, de acordo com a Folha de São Paulo, as superbactérias matam cerca de 700 mil pessoas por ano devido a esse costume. Desse modo, é imprescindível a mudança de comportamento dos indivíduos para mudar essa situação.

Logo, vê-se que a automedicação é uma questão de saúde pública e são necessárias medidas para solucionar esse impasse. Assim sendo, cabe ao governo em parceria com o Ministério da Saúde, realizar campanhas contra a automedicação, em escolas e nas residências, por meio de profissionais da saúde, que devem citar os riscos da ingestão de remédios sem prescrição médica, com o intuito de conscientização da população. Além disso, também é dever do governo federal, controlar a compra de antibióticos, por meio de multas aos farmacêuticos que venderem esses remédios sem receita, com o propósito de evitar o uso indiscriminado dessas substâncias, a fim de que, a automedicação seja um hábito cada vez menos recorrente.