Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 03/06/2020
“Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado”. A famosa frase das propagandas de medicamento é uma orientação divulgada pelo Ministério da Saúde. No entanto, tal recomendação é perigosa, tendo em vista o aumento de casos de automedicação na sociedade brasileira e quadros de intoxicação relacionados a ela. Dessa forma, deve-se avaliar como a ineficácia do Sistema Único de Saúde (SUS) e o surgimento da internet influenciam na problemática em questão.
A priori, convém ressaltar que, embora a Declaração Universal dos Direitos Humanos garanta saúde a todos, esse direito tem sido limitado para apenas alguns. Isso porque o SUS mostra-se incapaz de atender toda a população brasileira, um exemplo disso são as enormes filas em hospitais e postos de saúde. Dessa maneira, é perceptível que o Poder Público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos.
Além disso, de acordo com o G1 80% da população brasileira se automedica mediante a internet, devido a demora para conseguir uma consulta no país. Ademais, consequência desse hábito são intoxicação em relação ao medicamento e superbactérias que são desenvolvidas a partir do uso incorreto de antibióticos, pois passam por um processo de mutação gênica e adquirem resistência ao medicamento, impossibilitando a cura da doença. Dessa forma, é possível perceber que automedicação é algo extremamente prejudicial a saúde humana.
Logo, urge que o Ministério da Saúde (MS) aumente sua capacidade de atendimento, com maior número de hospitais, postos de saúde e profissionais capacitados para cada área. Destarte, será mais fácil e rápido ser avaliado por um médico. Nesse âmbito, a problemática terá um fim, uma vez que a frase propagada seja: “Na existência de qualquer sintoma, o médico deverá ser consultado”.