Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 29/05/2020
O documentário " Take yours pills “, disponível na Netflix, tematiza as diversas formas de doping na sociedade atual. Diante disso, pode-se observar que o uso de medicamentos para sanar sintomas ou para melhorar desempenho está ligado à realidade do país. Embora em alguns casos o uso da automedicação seja indicada pela Organização Mundial da Saúde(OMS), na maioria das vezes ela representa riscos aos seus praticantes. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Em primeira análise, é fulcral pontuar que entre os fatores que conduzem a utilização de remédios, destaca-se a falta de acesso ao atendimento de qualidade. De acordo com o artigo 196 da Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Entretanto, observa-se que há uma incompetência estatal para garantir a efetivação desse fundamento. Além disso, esse aspecto é intensificado pelo imediatismo, que caracteriza a sociedade atual, a qual está inserida no sistema de produção capitalista, em que trabalhador se sente pressionado à apresentar um bom desempenho sem tempo para recuperação da saúde.Isso corresponde ao cenário descrito por Chul Han ,filósofo contemporâneo, em seu livro " sociedade do cansaço”, em que ele afirma que se vive,hoje, a sociedade da alta produção.
Em segunda análise, vale ressaltar que esse cenário conduz para um consequente abuso de substâncias farmacêuticas sem a prescrição médica adequada. Dessa forma, em alguns casos, pode levar a intoxicação , a exemplo do paracetamol, substância hepatotóxica, ou seja, tóxica para o fígado . Outrossim, o uso exacerbado de antibióticos pode ocasionar na seleção de bactérias resistentes, o que acarreta em infecções mais graves de serem solucionadas.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de mundo melhor. Destarte, o Ministério da Educação, juntamente com o Conselho Federal de Medicina e Farmácia, deve promover campanhas campanhas informativas e de alertas, por meio da mídia televisiva e radiofônica, a fim de que a população seja informada sobre a Lei de Fracionamento de medicamentos e passem a exigir esse direito. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema faz-se necessário que formadores de opiniões tragam relatos e opiniões, que a partir de um linguagem compreensiva, aborde a gravidade do uso de medicamentos sem autorização.