Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 28/05/2020

O documentário ’’ Take yours pills ‘’, disponível na plataforma da Netflix, tematiza as diversas formas de doping na sociedade atual: esportivo, acadêmico e laboral. Diante disso, pode-se observar, que o uso de medicamentos para sanar sintomas ou para melhorar desempenho está ligada à realidade do país. Embora em alguns casos o uso da automedicação seja indicada pela Organização Mundial da  Saúde, na maioria das vezes ela representa riscos aos seus praticantes. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é fulcral pontuar que entre os fatores que conduzem a utilização de remédios, destaca-se a falta de acesso ao atendimento de qualidade e ágil. De acordo com o artigo 196 da Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado, entretanto, observa-se que há uma incompetência estatal para garantir a efetivação desse fundamento. Além disso, o imediatismo, hodiernamente, em que a sociedade está inserida no sistema de produção capitalista, o trabalhador se sente pressionado em ter um bom desempenho e fica sem tempo para descansar.

Ademais, é válido ressaltar que esse cenário conduz para um consequente abuso de substâncias farmacêuticas sem a prescrição do médico. Dessa forma, a desinformação sobre alguns tipos de medicação pode levar a intoxicação e até mesmo a morte, a exemplo do cantor e compositor, Michael Jackson. Outrossim, o uso exacerbado de medicamentos pode gerar a dependência, tornando as bactérias mais resistentes.

É evidente, portanto , que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Saúde, juntamente com o Conselho Federal de Medicina e Farmácia, devem promover campanhas informativas e de alertas, por meio da mídia televisiva e radiofônica, a fim de que a população saiba da Lei de Fracionamento de Medicamentos e passem a exigir esse direito. Para tanto, faz-se necessário que as bulas tenham uma linguagem compreensiva, para que todos tenham entendimento do que está ingerindo.