Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 17/06/2020

Durante a Primeira Guerra Mundial a medicina sofreu elevado desenvolvimento, a fim de reduzir a mortalidade gerada pelo conflito. É notório que, na atualidade brasileira, a tecnologia impacta rigorosamente tal avanço, uma vez que promove o acesso a informações para automedicação. Com isso, faz-se necessário discutir acerca dessa problemática no século XXI, com ênfase na facilidade gerada pela internet, bem como no sistema de saúde falho.

Em primeiro plano, é indubitável que a acessibilidade informacional é resultado da Revolução técnico-científica. Paralelamente a isso, a empresa Google fez uma parceria recente com o Hospital Albert Ainsten para obter ideias e referências sobre doenças e suas características. Assim, a busca por noções patológicas é constante e crescente, já que fez-se necessário um acordo entre ambos. Dessa forma, a facilidade nas pesquisas produz o aumento da automedicação- embora não seja melhor a um atendimento especializado-, pois permite maior alcance ao conhecimento.

Além disso, o sistema de saúde do país é falho ao existirem enormes disparidades entre a qualidade de tratamento em redes públicas e privadas. De modo análogo, o SUS (Sistema Único de Saúde), criado na Constituição de 1988, visa disponibilizar o bem-estar da população de forma igualitária, porém consiste na ineficiência de infraestrutura necessária  a um bom atendimento. Sendo assim, os brasileiros optam por buscarem os próprios medicamentos, uma vez que não possuem assistência de excelência no âmbito comunitário.

É possível dizer, portanto, que a automedicação é consequência da tecnologia e da ausência de saúde pública adequada. Com isso, é mister que o Governo, com o Ministério da Saúde-o qual visa o conforto dos brasileiros-, deve prover qualidade na rede popular por meio de investimentos de verbas em tal área, além de averiguar as informações dos sites de pesquisa. Assim, ao almejar reduzir os casos de medicação própria, o avanço iniciado na Grande Guerra também será mais seguro.