Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 29/08/2020
Conforme visto nos povos latino-americanos, incas e maias eram ensinados, de geração em geração, a tratar enfermidades por meio da botânica. Mais tarde, a 1ª Revolução Industrial aliado aos conhecimentos químicos do século XVIII, trouxe a ascenção da indústria farmacêutica em prol da tecnologia dos medicamentos. Entretanto, hodiernamente, a prática de cidadãos que seguem, tanto o modo de vida de seus antepassados, como também, aqueles que vão sempre nas farmácias sem a prescrição de um médico, possibilita o vício da substância, além de contribuir com o descaso do atendimento em unidades hospitalares.
A priori, a Biologia cita que o corpo, ao acostumar-se com alguma substância, deixa de realizar tais funções com o passar dos anos. Nesse contexto, como exemplo, o filme “Limitless” retrata Eddie e sua dependência por uma pílula que o faz exercitar o cérebro, contudo, quando cessa o efeito, Eddie tem pensamentos sem lógica. Fora da ficção, de acordo com “isaude.net”, a prática da automedicação em conjunto com o vício que esta acarreta, em 2015, matou 20 mil da população brasileira. Com isso, torna-se evidente que a raiz geracional ainda está fortemente presente nos eventos cotidianos de muitas famílias e que há necessidade de amenizar essa “tradição”, a fim de haver controle no número de viciados.
Outrossim, apesar dos males, esperar, muitas vezes, mais de duas horas por um atendimento, também provoca óbitos. Sob esse prisma, em “Grey’s Anatomy” há um episódio que relata a morte de um paciente devido a um sangramento na narina decorrente da demora ao ser atendido e, consequentemente, medicado. De maneira análoga, o Sistema de Saúde do Brasil, principalmente, o público, colabora com a automedicação, pois são recorrentes as notícias que aparecem em jornais de morte por demora de atendimento, como foi o caso de uma moça grávida de Manaus que perdeu o bebê. Logo, os brasileiros, para compensar esse descaso público, utilizam os conhecimentos dos nossos antepassados para aliviar a dor momentânea.
Em suma, medidas devem ser tomadas para resolver os impasses da automedicação. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com postos de saúde, deve organizar em gráficos imperativos, por meio dos elementos da comunicação, sobre os malefícios de persistir em medicamentos sem a prescrição médica, a fim de reduzir o número de pessoas que adotam essa pratica. Ademais, abordar, em hospitais referenciais, estudantes de medicina ou de enfermagem, o treinamento do ciclo básico que ambos têm na grade curricular, a fim de trazer melhorias para um paciente na espera por um atendimento.