Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 09/06/2020
Na série de televisão norte-americana “Dr. House”, o protagonista é viciado em medicamentos que diminuem sua dor muscular. De maneira análoga à obra televisiva, tal uso de fármacos, muitas vezes sem prescrição, se faz presente na atualidade. Todavia, infelizmente, esse costume possui riscos extremamente sérios, visto que os medicamentos podem induzir inúmeros efeitos colaterais. Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver tal impasse.
A priori, é fundamental pontuar que a automedicação é vista como uma solução para o alívio imediato de certos sintomas, sendo um exemplo do uso inadequado de remédios. Este, por sua vez, é responsável por 28% das intoxicações no país, segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas. Por consequência, contribui diretamente para o aumento dos problemas relacionados ao bem-estar da população.
Ademais , deve-se ressaltar que todos os fármacos possuem riscos, caso sejam utilizados de forma indevida. Entre os mais comuns, pode-se destacar dependência e a combinação inadequada, que pode anular ou potencializar o efeito de determinadas substâncias. Outrossim, em casos mais graves, o hábito de usar remédios sem acompanhamento de um médico pode resultar em mortes. Conforme um estudo realizado pela Abifarma( Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas), no ano de 2006, cerca de 20 mil brasileiros morrem anualmente, devido a esse costume. Nesse sentido, é necessário conscientizar a população sobre os perigos dessa prática.
Diante dos fatos anteriormente mencionados, conclui-se que providências são necessárias para se solucionar a questão da automedicação na sociedade brasileira. Desse modo, cabe ao Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, atuar no combate desse hábito, por intermédio de campanhas realizadas por profissionais da saúde, nas escolas e nas residências, que possam explicar a população que remédios devem ser utilizados com a indicação de um médico e os riscos de se automedicar, com o intuito de conscientizar todos sobre essa questão. Além disso, também é dever do Governo Federal, controlar o fornecimento de antibióticos, por meio de uma lei para os farmacêuticos fornecerem apenas a quantidade estipulada pelo médico, com o intuito de evitar abuso dessas substâncias e a distribuição para outras pessoas. Assim, a automedicação será um hábito cada vez menos recorrente.