Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 15/06/2020
Promulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, o desdém governamental e a ausência de fiscalização em relação à automedicação, no Brasil, impedem que isso aconteça na prática. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes com o intuito de alcançar uma sociedade integrada.
Em primeiro lugar, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de incentivos governamentais, no que concerne à prestação de orientação para as pessoas, a respeito dos possíveis danos colaterais da automedicação, rompe essa harmonia. Mediante dados divulgados pelo “Jornal El País”, mais de 20 mil brasileiros morrem, por ano, devido ao consumo de remédios sem a prescrição médica. Dado ao exposto, nota-se a relevância das políticas públicas serem bem planejadas e executáveis.
Ademais, destaca-se a carência relacionada à fiscalização na venda de medicamentos, como fator impulsionador do problema. De acordo com filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar dotada de exterioridade, coercitividade e generalidade. Nesse ínterim, observa-se que as pessoas estão submetidas à impunidade dos estabelecimento que realizam vendagem aleatória de fármacos e, em razão disso, há a persistência da ideologia voltada para a automedicação. Além disso, o âmbito social será afetado, uma vez que as mortes, provenientes do princípio supracitado, não cessarão. Logo, tal fato representa um grave retrocesso para a população vigente, pois ela fica à mercê de políticas públicas negligentes e vulneráveis.
Portanto, percebe-se que, ainda, há entraves para reverter a situação de automedicação entre os brasileiros. Dessa forma, faz-se necessário que a Organização Mundial de Saúde (OMS), em parceria com o governo, crie, por meio de processo seletivo, uma comissão constituída por profissionais capacitados (médicos, etc.), a fim de buscar, diante dos governantes, a realização de fiscalizações periódicas (em farmácias, por exemplo). Destarte com a finalidade de diminuir as infrações na vendas de remédios. Outrossim, a OMS deve, por intermédio de verbas públicas, investir em programas de orientação (feito por profissionais da saúde) para as pessoas, com o propósito de informá-las acerca dos riscos colaterais das automedicação. Assim, com o objetivo de contribuir para que essa população não venha a cometer novamente esses atos imprudentes.