Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 11/06/2020
Na obra “Utopia” do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, onde o corpo social é livre de conflitos e problemas. Hodiernamente, no contexto brasileiro, a automedicação afasta a sociedade da descrita pelo More. Dessa maneira, é necessário obter meios que atenuem essa problemática, muito causada pelo aumento de doenças mentais, e que vem provocando problemas à saúde de muitos indivíduos.
A priori, é notório que o crescimento de doenças mentais, fruto do seculo XXI, vem levando uma grande parcela da população a automedicar-se. A partir disso, cabe-se ressaltar que segundo a Organização Mundial de Saúde(OMS), o Brasil se encontra liderando o ranking mundial de ansiedade. Nesse contexto, diversas pessoas ansiosas tendem a iniciar tratamentos sem prescrição, e acabam piorando sua situação. Desse modo, é necessário que haja a inversão deste quadro vigente.
A posteriori, é evidente que o uso indevido de fármacos proporciona resistência à medicação. Segundo a Organização FIOCRUZ, diversos indivíduos morrem pelo fato dos antibióticos não atuarem com a mesma eficácia que outrora. Dado o exposto, nota-se que o ato egoísta de auto prescrever medicamentos vem causando a morte de terceiros. Faz-se necessário, portanto, a distinção dessa conjuntura.
Diante disso, é urgente a obtenção de subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Para isso, o Ministério da Saúde deve intensificar a fiscalização da compra de medicamentos, por meio de agentes de saúde, que estarão nas farmácias com mais movimentação, observando se há prescrições médicas na compra dos fármacos, principalmente os de tarja preta, a fim de mitigar o problema das automedicações. Dessa forma, a sociedade brasileira caminhará mais próximo da descrita pelo filósofo More.