Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 16/09/2020
Debate-se com frequência acerca da automedicação no século XXI, haja vista que com o advento da internet tornou-se comum o hábito de pesquisar sintomas em sites e buscar remédios que possam ameniza-los, sem a indicação médica. Dessa maneira, ocorreu um aumento substancial do uso indiscriminado de medicamentos, trazendo consequências negativas para as pessoas que o praticam. Isso ocorre, devido à falta de consciência da população no que cerne aos males trazidos por essa prática. Além disso, a divulgação de medicamentos em sites de saúde, corroboram para que ocorra esse problema. Por isso, é imprescindível que o poder público atue para mitigar essa situação.
Em primeiro lugar, a utilização de medicamentos sem a prescrição médica pode gerar diversos problemas para os consumidores, uma vez que essa prática pode causar reações alérgicas, vícios, criação de superbactérias que pioram o problema e inclusive a morte. Isso se deve ao fato da população não ter consciência dos males que advém dessa prática e optarem por automedicar-se, sem consultar um profissional que lhe prescreva os medicamentos e doses adequadas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do Instituto Datafolha em 2019, constatou que a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros.
Outrossim, a ampla divulgação de medicamentos na internet e sites de saúde é outro fator que colabora para o aumento do uso indevido de medicamentos, visto que as pessoas não vêm a necessidade de buscar por ajuda profissional, pois supostamente já sabem como fazer o tratamento. Segundo uma pesquisa Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), de 2019, aproximadamente 40,9% dos brasileiros usam a internet para consultar sintomas de doenças e se automedicar. Todavia, na maioria das vezes as pesquisas online estão equivocadas e levam a um tratamento inadequado. Com base em um estudo da Edith Cowan University, da Austrália, os resultados obtidos em pesquisas com o “Dr. Google” são precisos em apenas um terço de vezes.
Assim sendo, é imprescindível que o poder público de cada país aja por meio do Ministério da Saúde (MS), ou órgão equivalente, para conscientizar a população e reduzir a divulgação de medicamentos. Isso deve ocorrer por meio de programas de conscientização, divulgados em massa nos meios de comunicação e na internet, com o objetivo de incentivar as pessoas a buscar pela ajuda profissional e ter consciência dos impactos que podem ocorrer em decorrência da automedicação. Ademais, o MS deve enviar uma proposta de lei para o Poder Legislativo, que vise proibir a divulgação de medicamentos em sites de saúde que não tenham um profissional responsável e exigir que reforcem importância de procurar ajuda médica, com o intuito de reduzir o uso indiscriminado de medicamentos .