Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 25/06/2020

A “automedicação” é o ato de tomar remédios por conta própria, orientação de leigos ou uso da internet. Em paralelo a isso, tal ação vem aumentando cada vez mais no Brasil, seja pela ineficiência do sistema de saúde impulsionado futuros problemas de saúde públicas.

A princípio, na “Constituição de 1988”, garante a todos os indivíduos o direito universal a saúde de qualidade. No entanto, a superlotação do SUS (Sistema Único de Saúde), vem dificultando o atendimento médico rápido e eficaz ao tratamento de doenças leves, levando muitas pessoas a buscarem ajudar para seu tratamento através de indicação de remédios entre parentes, amigos e a internet, refletindo que 77% dos brasileiros têm o habito da automedicação, pesquisa realizada pelo CFF (Conselho Federal de Farmácia).

Nesse contexto, segundo um dos maiores físicos da história, Isaac Newton, “toda ação tem uma reação”. De maneira análoga, o uso crescente por conta própria de medicamentos tem causado o aumento exponencial de pessoas com dependência desses remédios, piora no quadro da doença e altos números de surgimento de superbactérias, complicando ainda mais o sistema de saúde público, que de acordo com a OMS ( Organização Mundial da Saúde) morrem cerca de 799 mil pessoas por ano decorrente de superbactérias.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Cabe ao Ministério da saúde a criação de novas dinâmicas de atendimento a população, por meio do aumento dos números de consultórios, contratações de mais médicos e uso da telemedicina, fazendo com que o paciente receba o tratamento certo e rápido. Além disso, o governo, em parceria com a mídia através de companhas publicitárias em televisão e rádio, teve mostra os perigos da automedicação como dependência química, intoxicação, alergias e risco de desenvolvimento de superbactérias, conscientizado parte da população. Assim o Brasil estaria cada vez mais longe do conceito de automedicação.