Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 24/06/2020

Segundo o artigo 196 da Constituição Federal, a saúde é direito de todos, assim como, é dever do estado promovê-la. Infelizmente, o cumprimento dessa lei, não é uma realidade brasileira, ao se tratar da automedicação. Além da cultura dessa prática, a negligência do governo ao falhar no controle dos remédios distribuídos a população, também é responsável por perdurar tal eixo no século XXI. Por consequência, cria-se uma dificuldade de tratamento e diagnóstico e a morte do paciente muitas das vezes.

Segunda a OMS, a automedicação, é responsável por 90% dos casos de intoxicações no Brasil. Isso ocorre, devido à falta de conhecimentos farmacológicos básicos da população, que ao se encontrarem em um quadro de enfermidades, buscam refúgios em sobras de remédios de consultas anteriores. É indubitável , que a cultura desta prática no Brasil hodierno é proveniente da descendência indígena, os quais possuíam hábitos de tratar doenças a partir de remédios naturais e que se estendeu a remédios químicos.

Embora seja cultural, tal prática acarreta sérios malefícios. Como por exemplo a resistência de bactérias devido ao uso indiscriminado de antibióticos sem prescrição médica. O que futuramente, necessitará sua substituição por fármacos mais potentes, que consequentemente irá gerar  mais efeitos colaterais. Em contrapartida, muitos especialistas indicam a automedicação, com o fito de diminuir a sobre carga do sistema de saúde, desde que seja consciente. O que de fato não ocorre devido à falta de conhecimento da população, quanto a quantidade e a utilidade do remédio.

Portanto, faz-se necessário, que o governo através do Ministério da Saúde somado ao Ministério da Educação, promova a conscientização das consequências das práticas supracitada, a partir de palestras em escolas e até mesmo em postos de saúde expondo o efeito da mesma, bem como dificultar o acesso da população aos remédios a partir de proposta de lei entregue a Câmera Municipal, propondo a distribuição exata de remédios a população em consultas médicas para que essa sobra de remédios não seja usado por leigos e assim evitando a intoxicação. Espera-se assim frear a automedicação no século XXI e seus produtos.