Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 29/06/2020
Desde a criação da penicilina, o primeiro remédio desenvolvido em laboratório, no século XVIII, com o auxílio de uma cultura de bactérias, a população tornou-se menos vulnerável às enfermidades que as circundam. Hodiernamente, com o fácil acesso a medicamentos, a população tornou-se dependente da automedicação, o que coloca em risco a vitalidade do ser humano. Portanto, faz-se necessária a criação de vertentes que minimizem os impactos dessa ação na sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, cabe salientar os riscos do uso de medicações sem orientação profissional, a qual infere na manutenção vital de cada indivíduo. A automedicação, na sociedade brasileira, encontra-se ligada à dinâmica do cotidiano, devido ao fluxo de tarefas exercidas pela população, deixando à margem das atividades diárias a procura de profissionais da saúde para consultas de rotina. Assim, as singulares angústias como a insônia, a enxaqueca e as viroses são solucionadas pela ingestão de cargas medicamentosas após a realização de pesquisas via internet, como também, a disponibilidade de remédios sem exigência de receitas médicas. Dessa forma, o indivíduo está sujeito à visão filosófica do Super Homem, de Nietzsche, à procura de estabelecer suas necessidades visando à si próprio, visando tornar-se assim, mais forte.
Outrossim, é importante destacar a mídia como meio da exploração das vertentes capitalistas impostas pelas indústrias farmacêuticas. Essa, no contexto vigente, expõe a sociedade à felicidade em consequência da obtenção de fármacos, tornando-a alienada em decorrência do uso da publicidade para fins lucrativos. Ademais, quando o indivíduo pratica a automedicação, não oferece melhores condições para restabelecer sua integridade física e corporal, mas sim, submete-se à graves riscos que podem levá-lo à morte. Prova cabal disso são o uso de medicamentos que pioram a qualificação de quadros clínicos, como doenças inflamatórias, evoluindo a doença para grave.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, cabe à ANVISA vincular medidas para impedir a comercialização de fármacos sem prescrição médica, minimizando os riscos à saúde pública. Ademais, com o intuito e estabelecer uma sociedade livre da dependência medicamentosa, cabe ao Ministério da Saúde vincular campanhas que apresentem à população a importância da orientação profissional para o tratamento de doenças e os riscos ao se utilizar remédios sem conhecer o princípio ativo da medicação a ser usada. Dessa maneira, a sociedade tornar-se-á livre dos riscos que ferem a vitalidade humana