Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 01/07/2020

“Ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado”, essa frase fomenta a prática da automedicação antes do atendimento médico.Infelizmente, esse fato aumenta a necessidade de debate sobre o assunto.Isso se deve, sobretudo, à influência da mídia e à fragilidade no Sistema Único de Saúde(SUS). Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.

A priori,convém destacar como os meios de comunicação que divulgam informações, também são responsáveis pela necessidade de uma discussão sobre a automedicação. Isso ocorre, pois,anúncios sobre os medicamentos, tem como finalidade a venda, gerando para o paciente uma desinformação sobre os malefícios  para a sua saúde. Segundo o Brasil Escola, o marketing presente nas propagandas de fármacos aumenta o seu uso irracional. Logo, é necessário uma reflexão, para que os pacientes não virem dependentes de remédios. Assim, a desconstrução dessa normalidade se faz imediata.

A posteriori, a fragilidade que se encontra o SUS é preocupante.Tal circunstância acontece, porque lamentavelmente, em postos e hospitais públicos não há médicos para  todos os pacientes. Fazendo com que eles se tratem sozinhos. Como prova disso,  Associação Médica Brasileira publicou um artigo, mostrando como em regiões interioranas e periféricas não existe médico suficiente para atender toda a população. Com isso, percebe-se que existe uma má distribuição dos profissionais, podendo ter como consequência a automedicação. Em vista disso, urge que medidas sejam tomadas para alterar essa realidade.

Torna-se imprescindível, portanto, o debate sobre automedicação no século XXI. Para isso, é papel do do Ministério da Saúde fiscalizar campanhas de publicidades, para que não haja marketing exagerado, por meio de multas, com o propósito de atenuar a auto ingestão de fármacos. Ademais, o Ministério da Saúde, deveria criar campanhas de incentivo à médicos para o atendimento em regiões de maior necessidade.