Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 04/07/2020
A automedicação foi amplamente usada no período das grandes navegações, época que os viajantes levavam remédios e plantas medicinais nas suas expedições. Todavia, estudos na área da farmacologia e da epidemiologia alertam para os perigos eminentes dessa prática nos dias atuais. Desse modo, é importante compreender os riscos da ingestão de medicação sem prescrição médica e as consequências das superbactérias.
Em primeiro plano, a diferença entre o remédio e o veneno está na sua dosagem. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 70% da população tomam medicação por conta própria. No entanto, a grande maioria desse percentual não sabe que ingerir medicamentos de forma autônoma pode agravar o quadro do paciente para doenças crônicas causando a morte. Isso é verificado no uso do paracetamol e da AAS que são os mais procurados na classificação de analgésicos. Porém, tomar esses medicamentos de maneira indiscriminada pode ocasionar graves lesões nos fígados e evoluir para doenças hepáticas.
Além disso, o ditado popular “se não faz bem, também não faz mal” não funciona na área da saúde. Sabemos que todo medicamento tem efeitos colaterais e, em alguns casos, são piores que a própria doença. Por exemplo, as superbactérias são o surgimento de resistência bacteriana. Esse fenômeno acontece pelo uso inadequado de antibióticos e sem o devido acompanhamento médico. Consequências disso, os microrganismos ficam imune à medicação, fato que dificulta o tratamento das infecções causadas por elas.
Por fim, embora o Ministério da Saúde incentive a automedicação para casos simples, circunstância que visa diminuir a lotação no sistema de saúde, é preciso soluções para o uso indiscriminado da medicação. Desse modo, é preciso que o Ministério da Saúde, em conjunto com Estados e Municípios, crie um programa de atendimento informativo à população, nos postos de saúde, sobre os riscos da automedicação. Essa medida visa diminuir os casos de gravidade por uso indiscriminado de remédio. Ademais, a mídia, em rede nacional, deverá adotar essa causa, assim, garantirá que a democratização da informação será uma das soluções para essa temática.