Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 31/10/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se ausenta de conflitos e problemas. Entretanto, a realidade brasileira se distancia da trama no que tange a automedicação instaura-da pela disponibilização de informações pouco confiáveis na internet. Dessa forma, convém ressaltar os riscos dessa problemática, dentre as quais se destavam a dependência química e a intoxicação.
Em primeira análise, é fulcral pontuar a dependência química como consequência desse revés. No documentário “Take your pills”, é abordado as consequências do uso autônomo e contínuo de medicamentos estimulados pela disseminação de informações não verídicas constatadas na internet. Desse modo, é perceptível que o fácil acesso a esses dados faz com que os cidadãos consumam medicações de modo exagerado e inconsequente, levando-as ao vício. Sendo assim, é notório pontuar a dependêcia química como fruto da disseminação de informações não confiavéis na internet.
Ademais, é válido salientar a intoxicação como risco do impasse. Segundo o G1, mais de 91% dos brasileiros ja iniciaram tratamentos sem prescrição médica. Nesse ínterim, o desconhecimento sobre as condições necessárias para o fun-cionamento adequado do medicamento, como dosagem e duração do tratamento, pode agravar a enfermidade ao invés de curá-la, como é o caso de superbactérias resistentes devido ao mau uso do antibiótico. Nessa lógica, o indivíduo sujeita-se à intoxicação, reações alérgicas e efeitos colaterais. Sendo assim, é notório que a disponibilização de informações médicas pouco confiáveis no espaço virtual tem como consequência a intoxicação e o ferimento do bem-estar social.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter a problemática. Dessarte, com o intuito de amenizar os riscos da automedicação impulsionada pela disponibilização de informações ilegitimadas na internet, é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, seja revertido na criação de programas que combatem o fácil acesso a tratamentos médicos, com o auxílio das ferramentas midiáticas, como jornais, TV´s e redes sociais. Somente assim, atenuar-se-á em médio e longo prazo, e a sociedade se aproximará da realidade retratada em “Utopia”.