Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 05/07/2020

Concomitantemente com o tema, o documentário ‘‘Tome suas pílulas’’ exemplifica o frequente uso da automedicação feita por jovens com fito em focar mais nos estudos. Hodiernamente, tornou-se culturalmente aceitável a autoprescrição por conta de problemas como, a influência midiática e  mediação em resolver o problema de saúde no momento.

Primeiramente, é necessário observar os inúmeros comerciais ou divulgações de novos remédios na qual interliga a imagem do artista com o produto, gerando uma visibilidade e influenciando o consumidor, através da mensagem de que é algo ‘‘simples e inofensivo’’. Ademais, de acordo com a Anvisa, é obrigatório por lei a presença do farmacêutico em farmácias, a fim de prescrever receitas para casos mais simples, porém a presença do profissional é ignorada pela massa, pois através de informações rasas vindas de meios midiáticos sobre o produto, o cliente apenas pega o medicamento da gôndola e o compra.

Em uma segunda análise, jovens e adultos de 18 há 24 anos estão mais propensos ao consumo irresponsável, de acordo com a pesquisa realizada pela ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), em virtude de resolver o problema mais rápido para voltarem ao serviço laboral, aumentam a dosagem do que é recomendada, possibilitando a criação de super-bactérias resistentes,como também, justifica o sentido do ditado popular ‘‘a diferença entre o remédio e o veneno, é apenas a dosagem’’.

Dessa maneira, urge necessário que o Ministério da Saúde junto a agências publicitárias, criem campanhas de conscientização sobre os riscos e informe o que pode ser feito, por meio de verbas governamentais, a ação iria ser em praças e ruas movimentadas. A campanha ‘‘pergunte para quem sabe’’, com o objetivo de entregar remédios aleatórios para as pessoas, porém dentro das caixas (sem a medicação), iria conter a mensagem, ‘‘Está se sentindo mal? que tal perguntar ao farmacêutico através do telefone do local ou ir pessoalmente e falar sobre o problema? Sabemos que a bula é muito grande e muitas vezes, não lida, mas o responsável farmacêutico sabe de tudo!’’ e os riscos depois da mensagem, que podem ocorrer sem uma prescrição correta, utilizando assim, uma mensagem clara e simples, informando a presença do profissional de saúde disponível no local  e também, diminuir a automedicação.