Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 16/07/2020
Com a eclosão da primeira guerra mundial, em 1914, o mundo vivenciara a invenção de diversas tecnologias que alteraram o modo de vida das populações. Uma dessas engenharias criadas e aperfeiçoadas foi a intensa fabricação e utilização de remédios para aumentar a potência de combate dos soldados localizados nas trincheiras, além do uso de pílulas medicamentosas para a intensa dor de ferimentos causados pelos confrontos. Infelizmente, a supervalorização e o uso indiscriminado dessas substâncias se tornaram comum em nosso país, trazendo consigo aspectos históricos do século XX. Em primeiro momento, a automedicação, não só no Brasil, mas também no mundo, é uma das principais preocupações do sistema de saúde, médicos e profissionais da área nos dias de hoje. Segundo a revista Veja, alguns remédios, como a morfina, muito utilizado no período entreguerras, possuem alto poder viciante no corpo, afetando diretamente o sistema nervoso. Nesse viés, o uso acentuado acaba por causar dependência e, consequentemente, abstinência quando não ingerido com frequência. Ademais, é mister destacar que, os efeitos da falta da droga no organismo podem levar, em casos extremos, a morte do indivíduo ou danos cerebrais irreversíveis.
Vale destacar também que, segundo a revista Saúde da editora Abril, nos últimos dez anos a indicação dos médicos para o uso do fármaco Ritalina, conhecido como droga da inteligência, cresceu mais de 700% no Brasil acarretando, nesse contexto, uma demasiada procura do remédio nas farmácias e impulsionando a produção dos mesmos. Utilizado ora para o controle da hiperatividade, ora para o transtorno de déficit de atenção, notou-se que a composição desenvolvia um maior rendimento nas atividades intelectuais, passando a ser receitada para jovens em épocas de provas e concursos. Porém, segundo a bula, à má conduta e o uso indevido podem causar alucinações, ataques de pânico e desmaios, além do vício.
Destarte, percebe-se a importância da conscientização sobre o uso exacerbado das drogas lícitas da indústria farmacêutica. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com as prefeituras municipais oferecer debates sobre o tema para que haja um desaceleramento no consumo desses fármacos. Depreende-se, portanto, a necessidade de aplicações de palestras lesionadas por médicos para o detalhamento das consequências que o uso exagerado de medicamentos pode causar na saúde, esperando-se, assim, uma melhora na qualidade de vida e no prazer em viver. Em segundo plano, é preciso uma maior fiscalização nos receituários administrados à população por meio da retenção da receita médica, não somente por parte da vigilância sanitária, mas também do Ministério supracitado, oferecendo, em contra partida, atendimento psicológico para que, dessa maneira, os vícios deixem de afetar os brasileiros.