Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 05/08/2020

Ao longo de toda história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa do desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles, destaca-se, devido a sua recorrência na conjuntura hodierna, à automedicação no século XXI. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só aos autos padrões exigidos pela sociedade, como também à automedicação indiscriminada.

Primordialmente, é irrefutável a ineficiência das autoridades na resolução desse problema, visto que ele persiste no contexto atual. Nessa conjuntura, segundo o filósofo Jiddu Krishnamurt, “não é sinal de saúde estar bem adaptado uma sociedade doente”. Seguindo esse pensamento, pode-se analisar que os altos padrões de comportamento exigidos pela sociedade influenciam principalmente os jovens a se automedicarem indiscriminadamente, para assim conseguirem atingirem atingir seus objetivos. Nesse contexto, ainda não se sabe os problemas que esses remédios acarretam a longo prazo.

Em decorrência disso, deve-se observar também à automedicação indiscriminada como promotor do problema. Constata-se que, de acordo com dados da Associação Brasileira de Industrias Farmacêuticas (Abifarma), a automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes anualmente no Brasil. Partindo desse pressuposto, grande parte da população se automedica na busca de alívio imediato sem ter que sair de casa e com isso não buscam um profissional de saúde para que possam auxiliar no uso correto de medicamentos.

Torna-se evidente portanto, que medidas sejam implementadas na resolução dessa problemática. Sendo assim o ministério da saúde em união com as industrias farmacêuticas, devem por meio da exigência de prescrições médicas, garantir que a população compre apenas aqueles medicamentos indicados pelo profissional de saúde, com o objetivo de acabar com a automedicação indiscriminada no Brasil no século XXI.